terça-feira, 17 de março de 2009










Ainda não sei bem do que isso irá tratar, ou mesmo se há de tratar de algo, mas o que sei é que tenho vontade de escrever, escrever sobre aquilo que de nós grita clama por dizer, mas que não sabe o que diz, nem para quê...

Sou homem, livre, velho demais para ser jovem , jovem demais para ser velho...27 anos, daqui a pouco terei chegado aos 30, não sei se é isso que me faz falar...falar sobre esse olhar que se depara com um mundo, que não ajuda para se ter coerência, desse espaço, desse tempo que me ocupa, desses anos, 27...

O apartamento é pequeno, mas há conforto e é dele que vejo essa terra externa, esse mundo que habitamos, pessoas passam vão para aonde? Não sei, mas é tempo o suficiente para esquecer de objetos espalhados pelas ruas, esses objetos que não tem onde dormir, pedem dinheiro, pari outros objetos ainda menores que dão o nome de filhos, ou pivetes , ou di menores.

Aquela moça não é bonita, duvido até mesmo da saúde mental daquela gestora, mas foi atraente o suficiente para um homem que dela fez mãe, sobre a escada ela abraça o filho, amamenta-o, é essa imagem que hoje a tarde bate em meus olhos, fere-os...

As multidões não sabem ou fingem não saber, mas estão solitárias, estão apreendidas, dentro de milhões só há um, só há eu...